Escrever, até que os dedos criem calos e o corpo se canse da
mesma posição. Escrever porque sinto que assim o sentimento vai embora junto
com cada letra teclada, e tem certos sentimentos que não valem a pena deixar
guardado dentro do coitado do coração, então escrevo.
Olho pro lado, pro outro.. e não há duvidas: a única companhia que tenho hoje
sou eu. Então somente eu sei o que se passa aqui dentro, e sozinha tenho que me livrar de todo essa bagunça. È certo que neuras nossas, somos nós que precisamos aguentar, mas quando alguém se dispõe a segurar sua não, tudo fica mais fácil. A dor coroe, os
olhos encharcam e eu escrevo.
Cadê quem prometeu nunca me abandonar? Quem disse que me
amava mais que tudo? Que preferia a mim diante de qualquer outra escolha?
Desistiu quando viu as cicatrizes? Quando viu que apesar de toda beleza, sou
humana? Abandonou o barco?
Não tem problema não. Minha presença vale mais que abraços
falsos, e muito mais que palavras ditas por pura obrigação. Não tem problema,
eu escrevo o alfabeto inteiro quantas vezes for pra essa dor evaporar, passo a
noite inteira se for preciso. Mas sei amar meus monstros e sei lidar com eles.
Nos deixem a sós.
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